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domingo, 21 de junho de 2009

Risoto: o fracasso e a volta por cima!!!

Logo que eu criei este blog descobri que eu não sabia fazer risoto... Na verdade mais: eu não sabia o que era um risoto!

Eu fazia umas gororobas, bem saborosas, é verdade, com sobras de arroz e outros ingredientes que encontrava na geladeira, mas nunca havia comprado o tal arroz arbóreo... Minha irmã caçula era minha principal cobaia antes do meu casamento!

Mas desde que comi um risoto maravilhoso na cada de amigos cismei que tinha que fazer minha estréia!

Mas a estréia foi um fracasso! Fizemos, eu e meu amor, tudo errado! Para começar nós lavamos o arroz! Depois cozinhamos com toda água de uma só vez e sem mexer! TUDO errado mesmo! Mas a receita não explicava nada... A tentativa era risoto queijo brie com alho poró...

Fiquei frustrada, mas não desanimei! Virou questão de honra! Fiz uma vasta busca na internet (Santo Google!) e acabei fazendo uma enorme coletânea de receitas, 90% delas tiradas do blog das Rainhas do Lar (Santas Comadres!)

Bom, mas isso foi mais ou menos em novembro do ano passado... E desde janeiro deste ano as experiências com o arbóreo melhoraram muito!

A redenção aconteceu com um risoto de chicória com tomate seco!

Logo depois veio o risoto de ervas e alho poró!E depois destes vieram outros! E nós descobrimos que para fazer risoto só é preciso não ter pressa: o fundamental é ter paciência de cozinhar lentamente, mexendo sem parar, em fogo baixo... Enquanto vai cozinhando, vale beber um vinho ou espumante e petiscar um queijo ou castanhas. E quando ficar no ponto, vai da panela direto para o prato, sem demora, bem quente!

Nossa receita básica, para duas pessoas, é:

Num caneco, esquentar uns 750ml de caldo (de legumes, de carne, de camarão, depende do gosto e do que vai colocar no risoto).
Em uma panela refogar meia cebola ralada em uma colherada generosa de manteiga.
Não precisa dourar a cebola, é só murchar para tirar o ardido, por isso não pode ser pouca manteiga.
Depois acrescentar 1 xícara de arroz arbóreo (ainda não tentamos com outro tipo!) e fritar um pouquinho, atéo arroz ficar levemente translúcido.
Ainda em fogo alto chega a vez da bebida alcóolica escolhida, também na medida de 1 xícara (em geral fazemos com vinho branco seco, mas também já fizemos com espumante e já vi receitas com vinho tinto e até vodcka e pinga!).
Isto tudo sem parar de mexer. Mexa até reduzir bastante o líquido, então abaixe o fogo e coloque uma concha de caldo, que deve estar fervendo. Quando reduzir, acrescente mais uma concha e vá fazendo assim, sempre mexendo. Este processo de cozinhar com o caldo dura mais ou menos 20 minutos. Vá provando de vez em quando: o ponto certo é quando o arroz estiver al dente e cremoso ao mesmo tempo.
Dependendo do que for colocar no risoto você escolhe se deve entrar no início, no meio ou no fim do preparo.
No final, acrescentar um queijo cremoso (mascarpone acho que seria o ideal, mas ainda não usei! em geral eu uso cream cheese ou brie!) e pimenta do reino branca moída na hora e misturar.
Depois, desligar o fogo e acrescentar mais manteiga (com ou sem sal, dependendo de como estiver o risoto, o que em geral é consequencia do caldo!) e parmesão ralado a gosto! De acordo com os ingredientes eu coloco muito ou pouco!
No mais é só usar a criatividade e praticar para aperfeiçoar!
Alho eu prefiro não usar! Algumas vezes em vez de manteiga pode-se usar azeite para refogar a cebola! E por aí vai!

Risoto de salmão e alcaparras com caldo de camarão.

Risoto de pera e gorgonzola.

Risoto de camarão com açafrão.

Risoto de pera e gorgonzola, de novo, melhor ainda, na semana passada para comemorar as novas flores da capuchinha que passou por um período em greve de flores aqui em casa!.

Risoto de manjericão e tomate seco e mais flores de capuchinho!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Jantar entre amigos

Um casal de anfitriões simpáticos, bem humorados, que, mais do que oferecer a casa, oferecem aconchego, nos deixam à vontade, nos recepcionam com belos vinhos, um bom queijo e nacos de pão com azeite extra virgem...
Nossa tarefa era levar a sobremesa!
Outro casal, para mim verdadeiros mestres cucas, eram responsáveis pela entrada e pelo jantar!

Outros dois amigos levam vinhos e mais simpatia!












A restrição alimentar dos anfitriões fazem a criatividade dos chefs se aguçar: nada de carnes! Só vale peixe!

Não é o primeiro jantar desta turma. O anterior, primeiro que eu participei, há alguns meses, acho que nunca vou esquecer: o melhor salmão que já saboreei!!! (Fico arrasada de não ter a receita. Snif!) Para acompanhar: massa fresca com pesto de manjericão e pinholes! Hummm... Só de lembrar fico a salivar...

Melhor voltar ao jantar em questão!

De entrada (faltou a foto!): finíssimas fatias de berinjela grelhadas (sem óleo), chegavam sequinhas à mesa, prontas para serem mergulhadas num molho leve, que certamente levava limão, azeite e alho e, talvez também água, vinagre e algo mais... Leve, delicioso.

O jantar foi Cação ao Molho de Damasco e Risotto de Alho Poró e Queijo Brie: d e li ci o sos!!! Sem comentários! Deixo as fotos falarem o que eu não posso descrever! (Até porque, novamente, não tenho a receita! Buaaá!)


A sobremesa eu fiz duplamente inspirada! Explico: certa vez conseguimos obter a receita de uma sobremesa deliciosa que era servida em um café-livraria de BH, o Caraque, servido sempre com uma bola de sorvete de creme ou uma porção de chantily. Isto foi há muito tempo... O marido chegou a preparar uma ou duas vezes e depois perdemos a receita! Isto mesmo: o papelzinho desapareceu! Tentamos redescobrir a receita de todas as formas: Google, blogs, amigos, revistas e nada... Chegamos a tentar algumas receitas que se aproximavam, em geral tinham nome de Salame de Chocolate, mas nenhuma era tão boa. Quando já tinha desistido de procurar, por pura coincidência, encontrei num site do Jamie Oliver uma foto linda de um doce que parecia muito com o Caraque, só que era muito mais colorido. Tentei traduzir a receita e mesmo sem entender tudo eu vi que não era o mesmo doce... Mas tive a certeza que um dia ia redescobrir a receita do caraque e fazê-lo ficar tão colorido quanto o doce do Jamie. E foi o que aconteceu! Nosso papelzinho precioso foi encontrado no meio das receitas da minha sogra! E como eu já tinha planejado, incrementa daqui, substitui dali e aqui está a minha nova versão para o Caraque:

Minha versão do Caraque
500g chocolate amargo
2 latas de leite condensado
1 tablete de manteiga (200g)
3 pacotes de biscoito maizena
100 g de amêndoas
2 xícaras de uva passas (pretas e brancas)
100g de nozes
100g castanha do pará
60g de pistaches (para aparecerem os pontinhos verdes!)
75g de damascos (para colorir de laranja!)
15 cerejas em calda (o vermelho que não podia faltar!)
3/4 xícaras de conhaque


Moer os biscoitos. Misturar o leite condensado, a manteiga derretida, as passas e os damascos (picados) embebidos no conhaque. Picar grosseiramente o pistache e juntar. Triturar as nozes, os castanhas e as amêndoas e acrescentar. Colocar as cerejas. Misturar bem com as mãos.

Derreter 300g do chocolate e misturar na massa até encorpar.
'Forrar' 2 formas de bolo inglês com plástico filme (2 camadas, deixando sobrar para cima para facilitar na hora de desenformar). Despejar nas formas e levar ao freezer por algumas horas (eu deixo umas 6 horas).

Derreter o restante do chocolate. Desnformar e cobrir com o chocolate derretido que vai endurecer rapidamente. Voltar ao freezer por mais um tempinho só para endurecer a cobertura.

Fatiar e servir com uma bola de sorvete!


Rende muito, mas pode ficar guardado no freezer em um saco plástico!

terça-feira, 25 de março de 2008

Me arriscando...


Outro dia, antes de criar o blog, mas já inspirada nos lindos pratos montados pela Fabrícia, arrisquei fazer um pseudo-risotto para o jantar! Pseudo porque não utilizei arroz especial, nem segui nenhuma receita, apenas salvei algumas coisinhas que estavam perdidas na geladeira! Até que ficou gostoso! Pelo menos o maridão gostou! E ainda pude decorar o prato com cebolinha e hortelã que planto em vazinhos no apartamento mesmo!