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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O que anda acontecendo aqui?...

2010 acabou, 2011 já vai longe e a última postagem deste blog foi de outubro! E diga-se de passagem as últimas postagens aqui foram bem sem-vergonha...

O pior é que não tem me faltado uma vontade enorme de postar, um monte de coisas, tantos assuntos diferentes... Só que a preguiça e a falta de organização tem ganhado fácil da vontade!

Vou tentar explicar, para quem eventualmente passa por aqui (se é que alguém ainda passa) e para mim mesma o que esta acontecendo aqui...

Este espaço é muito meu, é tão íntimo, tão particular, que acaba refletindo a "dona"... Eu tenho, digamos, um probleminha de organização (o diminutivo eu posso usar, já que eu sou a "dona"!), uma pequena dificuldade de organizar meu tempo e coordenar as atividades... especialmente eu tenho muita facilidade para começar as coisas e muita dificuldade para termina-las!

É claro que na "vida real", as pessoas ou as ciscunstâncias acabam me obrigando a dar um fim no que foi começado. Já na "vida virtual", neste cantinho tão e só meu... aqui a coisa se complica e eu acabo perdendo o controle da situação... hoje eu verifiquei: existem 35 rascunhos de posts já digitados no editor do blog!!! 35 posts que eu começei e não terminei! Só da viagem para Europa são 4, recheados de lindas fotos! Postagens de livros que andei lendo são mais de 10! Receitas culinárias também tem muitas! E outros tantos que já até perderam o sentido: natal, vigem a Sampa, coisas dos sobrinhos, etc e tal!

Mas eu estou com muitas saudades de postar e por isso resolvi tentar mais uma vez recomeçar e não deixar tudo pelo meio do caminho...

Vejamos no que vai dar...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sobre silêncios...

Sou uma pessoa muito reservada... ao mesmo tempo, sou muito falante quando me sinto à vontade. Mas gosto de momentos de silêncio.

O silêncio que eu mesma sou capaz de fazer, estando junto com alguém ou com várias pessoas já me incomodou muito. Estar em silêncio na presença do outro me deixava a sensação de que eu não tinha (ou não demonstrava ter) afinidade, simpatia, intimidade, amizade e sei lá mais o quê!

Hoje já entendo melhor o silêncio...

Achei interessante o fato de que algumas leituras recentes que fiz trouxeram a questão de maneira tão forte... Por isso resolvi compartilhar!



De Mia Couto, Antes de Nascer o Mundo:

"A família, a escola, os outros, todos elegem em nós uma centelha promissora, um território em que podemos brilhar. Uns nasceram para cantar, outros para dançar, outros nasceram simplesmente para serem outros.Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silêncio. Foi meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar, um talento para apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez.

Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. Estava desempenhado, de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.

- Venha, meu filho, venha ajudar-me a ficar calado.

E era assim todas as noites (...). Depois, ele inspirava fundo e dizia:

- Este é o silêncio mais bonito que escutei até hoje. Lhe agradeço, Mwanito.

Ficar devidamente calado requer anos de prática. Em mim era dom natural, herança de algum antepassado." (pgs. 13 e 14)


De Isabel Allende, A Soma dos Dias:

"Janeiro chega depois de alguns meses sem escrever, nos quais vivi voltada para fora, na balbúrdia do mundo, viajando, promovendo livros, dando conferências, rodeada de gente, falando demais. Barulho e mais barulho. Mais que de qualquer outra coisa, tenho medo de ter me tornado surda, não poder ouvir o silêncio. Sem silêncio, estou em apuros." (pag. 12)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Arroz de Palma

Meu marido diz que a culpa é da televisão: se eu não assistisse novela ou série alguma poderia ler mais... Eu argumento, acreditando, que ao fim do dia o cansaço mental é tanto que é preciso ver a novela, que vazia como é, não me faz pensar... Vejo e escuto sem nada absorver, me livro dos pensamentos do dia trabalhado, com o corpo acolhido na rede ou esborrachado no sofá. As séries tem a vantagem de serem um pouco mais divertidas e ainda mais distantes da minha realidade!

Enfim, eu também preferia ler a ver TV, mas simplesmente, neste caso, não consigo!

Então a leitura continua em horários restritos pela manhã e nos finais de semana.

Bom, mas desde o final de 2008, quando eu me propus a tentar recuperar o hábito da leitura, eu recuperei também o prazer de ler (e inaugurei aqui no blog a secção andei lendo...)! Ler é uma delícia! Recomecei devagar, por livros que fluem facilmente ou que eu já havia lido na época do colégio e gostado. Foi um aquecimento, para desenferujar!

A leitura vai indo, no meu ritmo, do jeito que me dá prazer! O que não tem conseguido acompanhar o ritmo da leitura são os posts das mesmas aqui no blog... Descobri que nestes quase 2 anos eu li uns 15 livros (se a memória não falhou!), no entanto foram apenas 3 postagens! Sem problemas, sem obrigação, ... mas postar sobre o que li é um jeito de poder resgatar esta leitura, é uma coisa que realmente gosto! Adorei, com um clique, 'voltar' em 2008 e ver o que eu tinha selecionado para postar sobre Fernando Sabino, por exemplo!

Um ou outro livro possivelmente não irá despertar vontade de escrever um post, como foi o caso de Código da Vinci e o O Mundo de Sofia! Eu gostei do livro de Dan Brown, devorei (dentro dos meus padrões, visto que eu leio bem devagar), mas dizer o que sobre ele? Sei lá... Tanto já foi dito... Preguiiiiça... Já o de Joinster Gaarder eu custei para terminar! E apesar de meio adolescente eu prefiro a historinha fictícia do que a história da filosofia. Rsrsrs...


Reinauguração: Andei lendo...

Bom, chega de conversa! Vou logo reinaugurar esta seção com um dos livros que eu mais gostei na temporada: Arroz de Palma, de Francisco Azevedo!

Eu gostei tanto, ele me marcou tanto, que ainda não consegui devolvê-lo ao seu dono - meu sogro - que gentilmente me emprestou. Fico olhando o livro e querendo tê-lo por perto... E chego a folhear e reler alguns trechos... fecho e fico relembrando de outros...

Ao invés de devolver, sucedeu-se o contrário... já comprei dois exemplares para presentear pessoas queridas! O primeiro dei a meu pai, antes mesmo de ter terminado a leitura! Achei que ele se identificaria bastante com o personagem principal! Me lembrei muito do meu pai enquanto lia! Também me lembrei do meu avô paterno! O livro é totalmente 'família'! Também pensei na minha mãe e nas minhas irmãs... O segundo exemplar dei a uma grande amiga (brasileira, que mora no Chile). Enquanto passava alguns dias aqui ela disse que queria comprar um bom livro em português! O autor sendo brasileiro, melhor ainda! Ela é tão 'família' quanto eu e o livro!

Trata-se de um romance sobre a vida de Antônio, que, aos 88 anos, está na cozinha de sua fazenda preparando o almoço que será servido à família, numa reunião tão sonhada e desejada, quanto adiada. À medida que prepara a comida, nos conta de sua história, desde o casamento de seus próprios pais, passando por sua infância com seus irmãos, o nascimento de seus filhos, sua velhice, e agora o grande dia! Quase tudo é contado sob o seu ponto de vista, mas antes da última página ele nos deixa enxergar um pouco através do olhar de seus irmãos e nos revela assim que a vida familiar é ainda mais rica! E nos faz refletir...

Alguns trechos, só para dar um gostinho deste delicioso arroz...

"Eu aqui, um velho de 88 anos. Para os mais novos, o Avô Eterno, o que não teve começo nem terá fim, o que já veio ao mundo com esta cara enrugada. Eu aqui, de avental branco, picando o tempero verde. Preparo o almoço de família. Terei forças? 88: dois infinitos verticais. É boa idade, será uma bela festa." (p.09)

"Lembranças vivas em todos os sentidos: paladar, olfato, audição, visão e tato. Sigo em frente. (...) Sou passado, presente, futuro - três pessoas distintas reunidas numa só, mistério da terreníssima trindade." (p. 09-10)

"Velho sente saudade de mãe e de pai. Tudo faz tanto tempo! Velho quer colo, quer colher na boca vindo de aviâozinho, quer - banho tomado - que lhe ponham na cama, lhe aconcheguem com lençol limpo e travesseiro macio. (...) Velho sente saudade da instância superior. Quem o julgará com isenção e sabedoria? Quem, melhor que ele, saberá, imparcial, examinar o mérito da questão? Velho é criança de fôlego diferente. Já não lhe interessam as correrias nos jardins, o sobe e desce das gangorras, o vaivém dos balanços. É tudo muito pouco. O que ele quer agora é desembestar no céu, soltar os bichos que colecionou a vida inteira." (p. 10)

"Cedo também aprendi que o corpo conhece outras maneiras de se purificar. A urina, a menstruação, o vômito, as espinhas, o esperma, a coriza e o suor, tudo nos purifica. O que o corpo põe para fora é sinal de purificação. Assim, as lágrimas seriam a forma mais elevada de nos purificarmos. E o nascimento de uma criança, a mais completa." (p. 22)


"Neto faz bem à saúde. Se avô é pai com açúcar, neto é filho com proteínas, vitaminas e sais minerais. Um abraço de neto a cada 24 horas substitui perfeitamente qualquer tipo de medicamento." (p. 24)


"- Antonio, te amo muito, sabes?
- Eu também te amo, Tia.
- Amas nada! Quanto? Diz.
Abro os braços o mais que posso. Tia Palma provoca.
- Só isso?
Continuo com os braços estendidos ao máximo. Olho uma e outra extremidade. Movo a ponta dos dedos tentando alcançar uma medida de amor ainda maior. Esforço inútil. Mas mostro que não vou desistir assim tão fácil. Mesmo que leve tempo.
- Quando eu crescer, meus braços vão crescer também, não vão?
- Claro que vão, meu querido.
Encolho os ombros e faço minha melhor oferta.
- Então você vai ter que esperar eu crescer.
O sorriso de Tia Palma me mostra que entre um cantinho e outro da boca, sem muito esforço, cabe todo o amor do mundo. Amor desmedido que dispensa palavras e gestos largos." (p. 28-29)

E tem muito mais! Um dia eu continuo...

domingo, 15 de novembro de 2009

Um mergulho na essência feminina

" No Egito, eu gostava do perfume do lótus. Uma flor desabrocha ao amanhecer na água do tanque e enche todo o jardim com um aroma almiscarado, tão intenso e penetrante que até os peixes e os patos pareciam desfalecer. À noite, a flor muitas vezes murchava, mas o aroma perdurava. Cada vez mais fraco, porém nunca desaparecendo por completo. Dias mais tarde, o perfume do lótus ainda pairava no jardim. Passavam-se os meses, uma abelha pousava perto do lugar onde o lótus florescera e sua essência desprendia-se outra vez, momentânea, mas incontestável."

Tenda Vermelha - Anita Diamant


Um livro que resgata um pouco da essência feminina e me fez repensar signos, ritos de passagem, símbolos, e um pouco mais do significado de ser mulher hoje. Uma leitura que eu recomendo para todas as mulheres, especialmente para as que eu mais amo e mais tenho carinho... Mãe, vó, irmãs, amigas de perto e de longe, virtuais e vizinhas... É um livro lindo, revelador e transformador...


domingo, 31 de maio de 2009

Uma viagem, um destino e a redescoberta de duas cidades...

Viajei a Sampa no último feriado do dia do trabalhador!

Uma viagem que queríamos fazer a tempos... Nada mirabolante, mas nunca criávamos oportunidade!

Enfim decretamos: vamos aproveitar o feriado (oportunidade perfeita), vamos de ônibus (assim não tem a desculpa da falta de grana para as passagens), vamos nos hospedar em um hotel econômico e bem localizado e vamos elaborar um roteiro bem feito para otimizar o tempo!

A idéia de ir a Sampa era conhecer alguns lugares específicos - Museu da Lingua Portuguesa e Museu do Futebol - por curiosidade e também por ser fonte de pesquisa para o marido lindo e cenógrafo. E também conhecer tantos outros pontos, como o Mercado Municipal, o Bairro Liberdade, o centro antigo... além de rever lugares que sempre valem a pena, como o Masp, as enormes livrarias e muito mais!

Enfim, o que não falta é coisa para fazer em São Paulo! Por coincidência e para completar era o fim de semana da Virada Cultural, por isso a cidade que "não pode parar" estava a mil!
Com tanta coisa para fazer em tão pouco tempo era preciso fazer um planejamento muito bom! Foi aí que a vida de blogueira ajudou: lembrei da Denise, do Blog da Macacada! Acompanho o blog dela há mais de 1 ano, é uma delícia de ler e ela mora em SP. Lembrei que ela tinha postado um roteiro de turismo na própria cidade para fazer com a filhota dela! Encontrei os posts, li tudo e não satisfeita ainda pedi ajuda e dicas por email! E a Dê teve a maior paciência e boa vontade comigo! Muito obrigada, querida!

E assim fomos! Felizes da vida com muita disposição!

E foi assim:
Sexta-feira, 01 de maio, feriado:
Chegamos na rodoviária umas 6 da madruga! Pegamos a fila para comprar tiket do metrô (ah! sim porque lá ele funciona, só que todo turista chega sem nenhum tiketzinho e a fila é enorme!)!

Deixamos a mala no hotel, na Rua da Consolação quase esquina com Av. Paulista! Também lá tomamos um bom café da manhã. Estas são algumas das vantagens de um hotel econômico (não simplesmente barato!): o check-in e check-out só podem ser feitos ao meio dia, mas antes ou depois deste horário você pode guardar as bagagens no guarda-volumes (pagando um valor justo, mais barato que o guarda-volumes da rodoviária), pode comprar o ticket do café e comprar água, suco, chocolates e sanduíches na lojinha do lobby. Assim a gente economiza na diária, mas não fica na mão!

Do hotel fomos direto para o centro: Estação da Sé! Conhecemos a Catedral (a missa solene - com a presença do Bispo e da Pastoral do trabalhador, com direito a manifestantes do PT, sindicatos, PSTU e moradores de rua - estava justamente começando!), o Marco Zero e o Largo São Francisco e começamos nossas andanças pelo centro!

De lá fomos andando até o Mosteiro de São Bento e o Pátio do Collegio! Ambos estavam fechados e só pudemos ver pelo exterior... uma pena!

Como estava muito cedo, as ruas desertas e o comércio ainda fechado o "clima" não estava muito legal... mas foi o único momento em que ficamos um pouco inseguros.

Continuamos andando até a Torre do Banespa (também fechada!), o Viaduto do Chá, o Vale do Anhangabaú, a igreja de Santa Efigênia e dá-lhe pernas! Uma delícia!

Depois de metrô fomos até a av. Paulista matamos um tempo na enorme Livraria Cultura! (Lá eu comprei o livro "Por que Heloísa?", da também blogueira Cristiana Soares. O livro não tem nada a ver com esta viagem, mas ele é tão legal que eu não podia deixar de falar!)

Voltamos ao hotel, tomamos um belo banho e fomos almoçar.

Escolhemos o restaurante "Sujinho" na própria rua da Consolação! Pareceu ser um daqueles restaurantes tradicionais e populares ao mesmo tempo! Pedimos o que parecia ser um dos pratos da casa, pelo que número de vezes que vimos os garçons levando até as mesas vizinhas: filé a cubana! Muito bom! Light que só vendo: tudo a milanesa - frango, palmito, banana, couve-flor, abacaxi, batata, brócolis! Pra 'piorar' um pedação de bacon!

De lá fomos à pé (coitada das pernas...) até o Estádio do Pacaembu, visitar o Museu do Futebol (site). Adorei! Fui sem grandes expectativas, mas achei BEM legal! O museu agrada a público de todas as idades, das crianças aos nossos avós que não cansam de se lembrar da Copa de 1950! E o museu é dinâmico e variado: para quem gosta de ler, ele tem muita informação escrita; para quem gosta de imagens, ele tem muitas fotos, muitos videos e até um filminho com efeito 3D; para quem gosta de tecnologia e interatividade, ele tem até campinho com bola virtual!

O museu foi instalado literalmente embaixo das arquibancadas, portanto a estrutura de concreto fica aparente!

Isto não me incomodou em nada, pelo contrário, achei até legal e o que eu mais gostei foi um local, bem na base, onde acontece, entre a terra e os pilares, umas projeções de imagens, com som, das torcidas durantes alguns jogos! Dá para sentir a vibração da torcida! Para finalizar, de quebra, a gente ainda conhece o estádio!

Voltamos também a pé para o hotel! E fomos jantar esfirras no Habib´s! Ufa!

Sábado, 02 de maio:

Logo depois do café, pegamos o metrô com destino ao Mercado Municipal, estação São Bento! Só que a ficha ainda não tinha caído: Estação São Bento, saída pela ladeira Porto Geral é justamente a entrada para a famosa "25 de março", rua de comércio popular e 'trocentos' camelôs, lá chamados também de toureiros! Na ida para o mercado já estava meio confuso, mas a volta foi inacreditável! Que multidão! Que confusão! Bom... mas o Mercado realmente vale a pena! O prédio é lindo e muito bem conservado (pena a sujeira do lado de fora!)! A bancas são grandes e os corredores bem largos, bem diferente do nosso Mercado Central de BH! O mix de produtos é bem variado, mas não tanto quanto o daqui. Lá o forte são os produtos alimentícios, de frutas e verduras, passando pelos queijos e linguiças, a temperos e peixes! Muito bacalhau e muito mais peixes e mariscos do que sonhamos encontrar aqui! Por outro lado, lá não tem muito artesanato, coisas para casa (panelas, tabuleiros, copos, etc) e nem os bichos! Em compensação tem os famosos Pastel de Bacalhau e Sanduiche de Mortadela!



Do mercado fomos para a Estação da Luz, para visitar o Museu da Língua Portuguesa! Para este sim eu tinha muita expectativa: a mídia já tinha exposto bastante suas qualidades extraordinárias! Realmente o museu é muito legal, mas eu acabei me decepcionando um pouco... Em parte porque ele estava 'apenas' com a exposição permanente, ou seja um andar inteiro, o da exposição temporária, estava fechado. Também me incomodou o tanto que o lugar estava cheio, o que fez com que a visita fosse mais rápida e menos aprofundada do que eu esperava! Ainda assim eu recomendo para todos e pretendo voltar!
No embalo, aproveitamos e passamos na Pinacoteca, que por causa da Virada Cultural estava com a entrada gratuita! Eu já conhecia o edifício por fotos do marido... Mas eu tinha certeza que eu ia gostar mais ainda ao vivo! A edificação por si só já vale a pena... E ainda tinha uma exposição de fotografias fantástica!


E o sábado rendeu...
Voltamos para o centro. Andamos e passeamos! Fomos a alguns sebos e depois ao Centro Cultural Banco do Brasil, onde estava acontecendo a exposição "Era uma vez: arte conta histórias do mundo"! A construção é bem legal e a exposição também era, mas o que eu mais gostei, confesso, foi de conhecer a Dê e sua família! Só não aguentei foi ficar muito por lá, poi já estávamos exaustos! A Dê ficou lá, no meio da criançada, para uma sessão de contação de estória que prometia!
Saindo de lá ainda conseguimos ir ao Páteo do Collegio, que desta vez estava aberto! E ainda tivemos a alegria de encontrar o Padre Contieri, um amigo querido da nossa família!

Antes de voltarmos ao hotel ainda visitamos o Centro Itaú Cultural, na Paulista!

Para fechar o dia com chave de ouro resolvemos jantar no tradicionalíssimo Restaurante Famiglia Mancini, no Bela Vista, na Rua Avanhandava! E simplesmente não é possível explicar o sabor daquele jantar! Sem contar a ambientação, carregada, over e sensacional! Não é barato, pelo contrário, mas vale a pena!
Olha aí nosso fettuccine a putanesca!

Domingo, 03 de maio:

Logo cedo fomos para o Bairro da Liberdade! Confesso que ele me surprendeu: esperava um lugar um pouco mais tranquilo e com ruas e calçadas mais largas, menos camelôs... Mas nos divertimos muito! Tanto passeando pela feirinha e pelas ruas, como nos mercados com comidas e ingredientes orientais e nas lojinhas com milhões de produtos importados!

Aproveitamos o embalo e almoçamos sushi! Muito bom! E descobrimos os picolés coreanos, especialmente o Melona, verdadeira febre por lá! Uma delícia! (Sorte que ele chegou a BH, logo depois da nossa volta!)


Voltamos para a Av. Paulista e visitamos o Masp, que estava com uma exposição do Vick Muniz, muito boa!

Resolvemos então conhecer a famosa rua Oscar Freire, rua de lojas chiques e carrésimas! O legal é que mesmo sendo domingo de tarde algumas poucas lojas estavam abertas (não que nós tenhamos entrado!) e outras tantas tem a vitrine à mostra, ou seja, não são protegidas por portas de aço, por isso é um passeio legal, mesmo sem nenhuma intenção de comprar! (Não tão legal assim é fazer tudo isso à pé, da Paulista até lá, ida e volta, mas isso já é outra história!)

Antes de voltarmos ao Hotel ainda voltamos na livraria cultura, mais especificamente, no Café Viena da livraria, onde fizemos um bom lanche!

E assim terminamos nossa viagem a São Paulo! Bem, na verdade não apenas assim... Voltei refletindo muito sobre a 'minha' cidade... Certamente BH não tem toda a efervescência de São Paulo, nem de longe, lógico! Mas quando eu já me propus a ser turista na minha própria cidade? Não seria legal tentar redescobri-la e explorá-la mais? Acho que sim e é o que eu pretendo tentar... Assim que eu conseguir colocar algo do tipo em prática eu volto para contar!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Andei lendo...


“Passados dois meses de tantas histórias, comecei a pensar no sentido da solidão... solidão foi a única coisa que não senti depois de partir. Nunca. Em momento algum. Estava, sim atacado por uma voraz saudade. De tudo e de todos, de coisas e pessoas que há muito tempo não via. Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias. Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudade, mas nunca estará só”.


Amyr Klink
Trecho do livro “100 Dias entre Céu e Mar”

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Um segredo...


(foto daqui)

O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
— Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
— Quero — respondi.
O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
Pense nos outros.
Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui fazendo-me feliz como um menino.

Fernando Sabino
Trecho do livro O menino no espelho.

Nem sempre é fácil, mas sempre tem alguém praticando! Está duvidando? Então espia aqui! Um ato de doação e um depoimento de coração!