Uma viagem que queríamos fazer a tempos... Nada mirabolante, mas nunca criávamos oportunidade!
Deixamos a mala no hotel, na Rua da Consolação quase esquina com Av. Paulista! Também lá tomamos um bom café da manhã. Estas são algumas das vantagens de um hotel econômico (não simplesmente barato!): o check-in e check-out só podem ser feitos ao meio dia, mas antes ou depois deste horário você pode guardar as bagagens no guarda-volumes (pagando um valor justo, mais barato que o guarda-volumes da rodoviária), pode comprar o ticket do café e comprar água, suco, chocolates e sanduíches na lojinha do lobby. Assim a gente economiza na diária, mas não fica na mão!
Do hotel fomos direto para o centro: Estação da Sé! Conhecemos a Catedral (a missa solene - com a presença do Bispo e da Pastoral do trabalhador, com direito a manifestantes do PT, sindicatos, PSTU e moradores de rua - estava justamente começando!), o Marco Zero e o Largo São Francisco e começamos nossas andanças pelo centro!De lá fomos andando até o Mosteiro de São Bento e o Pátio do Collegio! Ambos estavam fechados e só pudemos ver pelo exterior... uma pena!
Como estava muito cedo, as ruas desertas e o comércio ainda fechado o "clima" não estava muito legal... mas foi o único momento em que ficamos um pouco inseguros.Continuamos andando até a Torre do Banespa (também fechada!), o Viaduto do Chá, o Vale do Anhangabaú, a igreja de Santa Efigênia e dá-lhe pernas! Uma delícia!
Depois de metrô fomos até a av. Paulista matamos um tempo na enorme Livraria Cultura! (Lá eu comprei o livro "Por que Heloísa?", da também blogueira Cristiana Soares. O livro não tem nada a ver com esta viagem, mas ele é tão legal que eu não podia deixar de falar!)
Voltamos ao hotel, tomamos um belo banho e fomos almoçar.
De lá fomos à pé (coitada das pernas...) até o Estádio do Pacaembu, visitar o Museu do Futebol (site). Adorei! Fui sem grandes expectativas, mas achei BEM legal! O museu agrada a público de todas as idades, das crianças aos nossos avós que não cansam de se lembrar da Copa de 1950! E o museu é dinâmico e variado: para quem gosta de ler, ele tem muita informação escrita; para quem gosta de imagens, ele tem muitas fotos, muitos videos e até um filminho com efeito 3D; para quem gosta de tecnologia e interatividade, ele tem até campinho com bola virtual!
O museu foi instalado literalmente embaixo das arquibancadas, portanto a estrutura de concreto fica aparente!
Isto não me incomodou em nada, pelo contrário, achei até legal e o que eu mais gostei foi um local, bem na base, onde acontece, entre a terra e os pilares, umas projeções de imagens, com som, das torcidas durantes alguns jogos! Dá para sentir a vibração da torcida! Para finalizar, de quebra, a gente ainda conhece o estádio!
Sábado, 02 de maio:
Logo depois do café, pegamos o metrô com destino ao Mercado Municipal, estação São Bento! Só que a ficha ainda não tinha caído: Estação São Bento, saída pela ladeira Porto Geral é justamente a entrada para a famosa "25 de março", rua de comércio popular e 'trocentos' camelôs, lá chamados também de toureiros! Na ida para o mercado já estava meio confuso, mas a volta foi inacreditável! Que multidão! Que confusão! Bom... mas o Mercado realmente vale a pena! O prédio é lindo e muito bem conservado (pena a sujeira do lado de fora!)! A bancas são grandes e os corredores bem largos, bem diferente do nosso Mercado Central de BH! O mix de produtos é bem variado, mas não tanto quanto o daqui.Voltamos para o centro. Andamos e passeamos! Fomos a alguns sebos e depois ao Centro Cultural Banco do Brasil, onde estava acontecendo a exposição "Era uma vez: arte conta histórias do mundo"! A construção é bem legal e a exposição também era, mas o que eu mais gostei, confesso, foi de conhecer a Dê e sua família! Só não aguentei foi ficar muito por lá, poi já estávamos exaustos! A Dê ficou lá, no meio da criançada, para uma sessão de contação de estória que prometia!
Antes de voltarmos ao hotel ainda visitamos o Centro Itaú Cultural, na Paulista!
Para fechar o dia com chave de ouro resolvemos jantar no tradicionalíssimo Restaurante Famiglia Mancini, no Bela Vista, na Rua Avanhandava! E simplesmente não é possível explicar o sabor daquele jantar! Sem contar a ambientação, carregada, over e sensacional! Não é barato, pelo contrário, mas vale a pena!
Logo cedo fomos para o Bairro da Liberdade! Confesso que ele me surprendeu: esperava um lugar um pouco mais tranquilo e com ruas e calçadas mais largas, menos camelôs... Mas nos divertimos muito! Tanto passeando pela feirinha e pelas ruas, como nos mercados com comidas e ingredientes orientais e nas lojinhas com milhões de produtos importados!
Aproveitamos o embalo e almoçamos sushi! Muito bom! E descobrimos os picolés coreanos, especialmente o Melona, verdadeira febre por lá! Uma delícia! (Sorte que ele chegou a BH, logo depois da nossa volta!)
Voltamos para a Av. Paulista e visitamos o Masp, que estava com uma exposição do Vick Muniz, muito boa!
Resolvemos então conhecer a famosa rua Oscar Freire, rua de lojas chiques e carrésimas! O legal é que mesmo sendo domingo de tarde algumas poucas lojas estavam abertas (não que nós tenhamos entrado!) e outras tantas tem a vitrine à mostra, ou seja, não são protegidas por portas de aço, por isso é um passeio legal, mesmo sem nenhuma intenção de comprar! (Não tão legal assim é fazer tudo isso à pé, da Paulista até lá, ida e volta, mas isso já é outra história!)
Antes de voltarmos ao Hotel ainda voltamos na livraria cultura, mais especificamente, no Café Viena da livraria, onde fizemos um bom lanche!
E assim terminamos nossa viagem a São Paulo! Bem, na verdade não apenas assim... Voltei refletindo muito sobre a 'minha' cidade... Certamente BH não tem toda a efervescência de São Paulo, nem de longe, lógico! Mas quando eu já me propus a ser turista na minha própria cidade? Não seria legal tentar redescobri-la e explorá-la mais? Acho que sim e é o que eu pretendo tentar... Assim que eu conseguir colocar algo do tipo em prática eu volto para contar!