quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um dia como babás! (Um post MUITO, MUITO, MUITO atrasado!)

Um sábado desses (há uns 4 meses...) eu e o marido lindo fomos solicitados a ser 'babás' do nosso afilhadinho fofo...

Aceitamos o desafio de bom grado, lógico! (Desafio sim! Afinal o pequeno encantador tinha apenas 1 aninho e 4 meses!)

Buscamos o pequeno antes do almoço. Sem entender direito a dimensão daquilo tudo, ele foi despertado de um soninho leve, deu tchau para o papai e o irmãozinho e, com a melhor cara do mundo, entrou no carro dos padrinhos.

Foi colocado direto na cadeirinha, no banco de trás, e nem resnungou por ficar lá sozinho. Lógico que eu levei uns brinquedinhos e isso foi a minha sorte, pois com menos de 10 minutos ele já estava cansado daquela 'viagem'.
Fomos almoçar na casa dos meus sogros. Lá ele foi o centro das atenções e, apesar de uma certa timidez, foi muito simpático com todos, sorrindo e balançando a cabeça para dizer sim ou não. No princípio ficou meio acanhado, mas eu questão de minutos parece ter entendido perfeitamente o "fiquem a vontade" com que fomos recebidos. Já no chão, segurou o dedo do padrinho e começou a 'puxa-lo' a fim de desbravar toda a casa, entrando em cada cômodo que via aberto, como que para fazer a inspeção. Visto que não tinha nenhum perigo, largou o dedo e ia sozinho!
Ele não fez jus a um dos seus apelidos: saco sem fundo! Comeu sim, mas bem menos que o de costume! Mas em compensação, devorou a barrinha de chocolate prestígio que deram para ele! Não deixou nem um pedacinho para mim, que ainda passei o maior sufoco para não deixar ele sujar o sofá e as paredes! Depois disso ele ainda se divertiu um pouco querendo abrir todas as portas do buffet (e eu tentando manter tudo sem quebrar!) Em seguida ele achou que já estava na hora de irmos embora: apontava para a porta, ia até ela e de lá olhava para a gente como quem diz: Vamos!

Saindo de lá, fomos a uma loja de vinhos. Novamente ele ficou muito bem na cadeirinha e quase dormiu. Mas aí paramos o carro e ele despertou. Fiquei no carro enquanto o marido lindo entrou para fazer a compra. Erro fatal! O carro rapidamente se transformou num forninho de assar crianças, especialmente para o afilhadinho que não puxou em nada a madrinha nesse quesito e sente um calorão que eu não entendo! Quando eu percebi o pobre já estava desesperado de calor e foi a conta de soltar o cinto para ele saltar da cadeirinha e começar suas peripécias. Me deu um olé que até hoje estou tonta... De repente o pequeno se enfiou entre os bancos dianteiros de tal forma e com tal empolgação que acabou por ficar preso entre os assentos, a marcha de câmbio e o freio de mão! Difícil de imaginar a cena, né? Mas mesmo para eu que vi tudo, não conseguia compreender: perna para cima, um braço para um lado, cabecinha praticamente debaixo do assento do motorista e uma mãozinha que não sabia se tentava alcançar o pedal do freio ou o extintor de incêndio! A cena era hilária, mas confesso que a minha crise de riso foi mais pela nervosia que eu fiquei! Com isso perdi as forças e não conseguia tirar o menino de lá! Para minha sorte chegou o padrinho-heroí e salvou o pequeno, não sem evitar um chororô que até hoje não sabemos se foi porque ele se machucou ou se porque queria continuar lá! O fato é que aprendemos a 1ª lição: não adianta tentar inserir as crianças na cultura vinícula tão cedo!

A volta da loja até nosso apê já não foi tão tranquila quanto as 'viagens' anteriores! O pequeno decidiu que não sentaria naquela bendita cadeirinha de jeito nenhum e a cada tentativa ele gritava e esticava as perninhas envergando a coluna para trás com tanta determinação e força, que eu, que dizia que " não importa a birra, lugar de criança e na cadeirinha", tive que dar o braço a torcer, pular para o banco de trás e ir fazendo companhia para o espoletinha, tentando evitar pelo menos que ele fosse em pé! Essa foi a 2ª lição do dia: na teoria tudo funciona, mas na prática uma criaturinha de menos de 2 anos pode ter mais força do que você!

A 3ª lição do dia nós aprendemos já em casa: as portas dos armários fazem bem mais do que manter o que está lá dentro distante da poeira! Na área de serviço temos uma estante de aço sem portas, com mantimentos, biscoitos e vasilhas plásticas e mais mil badulaques! Acho que deve ter sido como uma 'brinquedolândia' aos olhos do afilhadinho! E o que ele achou mais legal não foi apenas pegar, mas sim jogar no chão, pois o barulho é como música! A fruteira (daquelas de chão, com três cestos em diferentes níveis) foi outro brinquedo muito legal: limões todos ao chão! cebola com casca e tudo para a boca! batatas pela casa!

Para conseguir atrair o pequeno para a sala de TV foi preciso abrir o sofá cama, ligar o som com um CD infantil bem animado, espalhar todos os brinquedos existentes e inventados e encarnar o espírito de um palhaço!

Aos poucos fui baixando o tom de voz e fazendo brincadeiras mais tranquilas... Dei um iogurte e bastante água! Depois comecei a ler histórias infantis, na esperança do pequeno cair no sono. Mas quem dormiu primeiro foi o padrinho, o que não agradou em nada o pequeno: quando ele percebeu que o tio estava dormindo começou a apontar, fez carinha de choro com beicinho e tudo e depois tentou acordá-lo (sem sucesso). Mais algumas historinhas, passeios pela casa, olhadas pela janela, um chorinho e o pequeno acabou dormindo no meu colo... Muito fofo! E finalmente consegui até tirar uma fotinha! Não parece um anjinho?!? Olhando assim ninguém imagina... Rsrsrs...


Foi uma das tardes mais exautivas e, ao mesmo tempo, prazerosas que já tive!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ano Novo, Vida Nova, Emprego Novo!

Contando até parece comédia romântica, flime "água com açúcar", aquelas histórias com finais espetacularmente felizes!

...Mas foi assim mesmo que eu fechei o ano: com chave de ouro!

Simplesmente no dia 31 de dezembro, isto mesmo, no último dia do ano, eu fui chamada em um concurso público que eu havia feito há mais de 1 ano! E a gora eu já sou funcionária pública, sou arquiteta da prefeitura!

Eu não podia deixar de compartilhar com todos que passam por aqui a minha enorme alegria e felicidade! E explicar que é também por conta diso que eu ando sumida: agora blogar é só de noite! Mas aos poucos eu me reorganizo e encontro um novo ritmo! Por enquanto é tudo muito novo, mas o que eu posso dizer é que estou muito feliz!

E como eu ainda não consegui escrever novos posts, vou postar aqueles 88 antigos de que falei no post anterior! Não se assustem se quase no carnaval eu ainda estiver postando sobre a decoração de Natal do minúsculo apê!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Santa Lerdeza!

Se esta santa existisse certamente seria minha protetora!


O marido lindo me chama por alguns apelidos com certa (e preocupante) frequência, entre eles:

panaca; panacona, pateta; lerdeza...


Tudo isso apenas porque:

  • eu entro no carro, me acomodo e coloco o cinto, sem antes abrir o portão da garagem e ele não é eletrônico;
  • eu chego em casa sozinha, paro o carro na frente do portão, desço do carro, abro a cadeado, desligo o alarme e volto para o carro, sem abrir o portão;
  • eu já conheço bem as estações do metrô para além da minha casa e além do meu trabalho, porque vira e mexe eu esqueço de descer na estação certa;
  • eu ligo para ele pedindo para me buscar na estação do metrô, mesmo qaundo eu vou de carro para o serviço (sorte é que eu ligo antes de sair, aí ele tem tempo de me lembrar que eu estou de carro).
Ah! Já sei! Você deve estar pensando: "Que post mais nada a ver... Quase um mês sem post novo e aí aparece isto?!?"
Mas eu explico: este, assim como outros 88 posts, estão rascunhados há muito tempo, alguns até mais de 3 meses, esperando eu ter tempo e oportunidade de finalizá-los e publicá-los! Têm posts de receitas que eu já até esqueci como preparei, têm posts sobre o Natal e o reveillon, têm post sobre os meninhos fofos e cartas para eles e muito mais!
E cada dia que passa eu descubro que tenho menos tempo para me dedicar a este espaço que eu adoro! Pior é que além de ser protegida pela Santa Lerdeza eu também fui abençoada pela Senhora Desorganização!
Até pensei em acabar com o blog já que não tenho conseguido postar, mas achei que não era para tanto! Vou postar à medida do possível e vejamos o que vai dar!

Que saudades eu estava de escrever aqui!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal e Feliz Aniversário!


Melhorei da gripe e logo entrei na correria de final de ano! E olha que desta vez eu achei que estava com tudo adiantado e sob controle... Que nada! Acabei deixando este meu cantinho abandonado... E logo agora que eu tenho tantos posts rascunhados: são tantas receitas, casos e peripécias dos menininhos fofos! Nem sei por onde (re)começar!

Mas em tempo (quase atrasada!) estou voltando para desejar um Natal abençoado com muito amor, muita luz, paz e saúde para todos que passam carinhosamente por aqui!

Ao marido lindo, desejo, além de um feliz natal, um feliz aniversário (sim, ele nasceu em 25 de dezembro!), muito sucesso e muitas alegrias!
Meu amor, meu lindo, meu companheiro! Somos uma dupla fantástica! Um casal abençoado! Só tenho a agradecer de tê-lo ao meu lado me fazendo crescer, sorrir, viver intensamente! Te amo! Muito!


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Atchimmmmm!!!!!

Peguei um resfriado! O nariz não pára... Vitamina C, água e cama!


“a-a-a-atchim... ai meu nariz, atchim, ai meu nariz atchim, ele parece muito mais um chafariz...”

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mastigando um chazinho... (Hã???)

Os melhores pães de todos os tempos (cuidado com o exagero, menina!)!!!

Sabe qual o segredo???

As mãozinhas (delicadas, curiosas e afoitas pela novidade) do menininho fofo!


Já tinha muito tempo que eu queria fazer o Pão Santo, uma receita que eu vi em alguns blogs... O pão é santo porque, ao invés das ervas, do pão de ervas, leva Capim Santo, ou seja, Erva Cidreira.

Já tinha um tempinho também que eu queria fazer uma experiência culinária com o sobrinho fofo!

Juntei o útil ao agradável e fui muito feliz: como no sítio tem muitas moitas de erva cidreira, peguei os demais ingredientes e tudo que precisava para fazer o pão (xícaras medidoras, balança e até a forma de bolo inglês!) e levei para o sítio, sabendo que o menininho fofo estaria lá!


Comecei o domingo assim:

- Querido da tia, vamos fazer um pão verdinho com as ervas lá da horta do vovô?

Ao que obtive a sincera resposta com uma expressão bem desanimada:

- Ah, tia, mas eu queria brincar... Brinca comigo?

Ops! Abordagem errada! E lá fomos nós brincar na casinha dos sete anões!

Depois de brincar bastante, quando ele já estava em busca de uma nova brincadeira, eu tentei de novo, com nova tática:

- Querido, vamos brincar de fazer pão?

E desta vez ele respondeu:

- Vamos!



Feliz da vida, com todos os ingredientes já separados, eu o levei até o quiosque ao lado da piscina! Praticamente ao ar livre, sem neuras com a sujeira que poderia acontecer e com pia, bancada, forno/fogão e uma grande mesa de madeira!


Coloquei uma cadeira em frente à bancada, pertinho do liquidificador, e outra em frente à mesa, pertinho da bacia grande! Assim ele subia na cadeira para acompanhar e principalmente participar de tudo: começamos pelo tradicional pão de ervas, colocando os ingredientes no liquidificador - água, óleo, azeite, sal, açúcar e etc; depois colocamos os ovos - eu quebrei o primeiro e ele os outros; em seguida, fizemos uma rápida visita à horta e colhemos as ervas; na volta ele jogou tudo no liquidificador e delirou ao ligar e ver tudo se misturar lá dentro! Riu de dar gosto! Depois, desceu de uma cadeira e subiu na outra para misturarmos tudo à farinha e ao fermento! Ele adorou lambuzar a mão na massa! E esperou pacientemente até eu terminar de sovar, para juntos lavarmos as mãos!


Foi uma delícia nossa brincadeira! Ele gostou tanto que em seguida topou fazer outro pão, desta vez o Pão Santo - mais fácil ainda!


As massas descansaram e enquanto os pães assavam ele já estava na piscina, brincando a valer!



Olha o resultado da nossa brincadeira do dia!!!

Pão de capim Santo (receita original da Renata Gaeta aqui, eu modifiquei só eliminando o alho e a cebola)

- 3 ovos
- 2 xíc. água
- 200ml óleo
- 2/3 pacotinho de fermento biológico seco (o outro 1/3 eu usei no pão de ervas!)
- 3 colheres (sopa) açúcar
- 1 colher (sopa) sal
- aprox. 10 folhas grandes de capim-santo
- 5 xíc. farinha de trigo



Em uma bacia grande peneirar a farinha com o fermento. Bater no liquidificador as folhas de erva cidreira com a água. Em seguida coar. Juntar no liquidificador este suco verde perfumado com os outros ingredientes, bater e juntar à farinha com fermento na bacia. Misturar bem com as mãos. A massa fica mole mesmo. Untar uma forma grande (no meu caso usei forma redonda de bolo com furo no meio, das grandes. No caso de fôrma de bolo inglês acho que ia precisar de duas) e enfarinhar. Deixar descansar por 1 hora coberta com um pano úmido. Assar em temperatura média por uns 35 minutos.


Enquanto assa ele perfuma todo o ambiente. É um pão bem fofinho, macio e úmido. Fica levemente esverdeado e o mais engraçado é o sabor: afinal você tem a impressão que está comendo um chá, entende? Eu comi uma fatia ainda quente com um tiquinho de manteiga... Perfeito! Aprovado!


O pão de ervas eu fiz do mesmo jeito de sempre, sem dispensar o alho! Só que desta vez eu reduzi a receita 'no olho' para caber em apenas uma fôrma grande de bolo inglês (que está mais para fôrma de pão de fôrma industrializado!), já que em geral ele rende 2!

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Bom, enquanto estávamos lá, envolvidos em 'brincar de fazer pão', o afilhadinho fofo estava 'dançando' com o radinho de pilha do padrinho colado no pescoço. Muito fofo!


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Reflexões de um menininho fofo de 3 anos (quase 4!)

Na piscina do sítio, eu e ele esperando tio Kiki dar o 'thibum' para nadar com a gente... O tio pula jogando bastante água para cima!

-Tio Kiki, porque você nasceu marrom?

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No carro:

-Tia Cacá, porque eu tenho este nome?

-Ora, porque quando ainda estava na barrida da sua mamãe, ela e seu papai queriam escolher um nome bem bonito para você, e, depois de muito pensar e conversar, eles escolheram este nome, pois acharam muito bonito!

-Hummm... entendi! (Faz uma pequena pausa, pensa um pouquinho e continua...) Então porque o meu irmão não tem o mesmo nome que eu?

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Eu estava lendo pela terceira vez a historinha de uma família de sabiás, na qual os filhotes brigam por uma minhoca dentro do ninho e um deles acaba caido lá em baixo. O problema é que ele não sabia voar e já era muito pesado para seus pais o carregarem de volta para o ninho... Foi aí que o menininho fofo encontrou a solução:

-Tia cacá, porque eles não fizeram uma escada? Aí ele podia voltar para o ninho!

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Quem Quer Pão?

O pão de ervas já entrou para o cardápio da casa mesmo! É fácil de fazer, deixa o lanche bem mais saboroso e eu ainda uso as minhas ervas dos vasinhos! Então, vira e mexe eu repito a receita!

Mas desta vez eu caprichei no visual, afinal fiz este pão para levar para meu trabalho e lanchar com meus amigos! Então, depois que o pão descansou e cresceu, pincelei uma gema de ovo e polvilhei gergelim! Depois foi só assar!

A receita eu já postei aqui, quando ele era o pão do Shrek, mas não custa repetir, né?

Pão de ervas de Liquidificador

10g de fermento biológico seco
1 ovo
120 ml de óleo
30 ml de azeite extra virgem
300 ml de água
500g de farinha de trigo
punhados de: salsinha com talo, cebolinha, alecrim, hortelã, manjericão verde e roxo e orégano, se possível frescos
1 dente de alho
1/2 colher de sopa de sal
1/2 colher de sopa de açúcar


Coloque todos os ingredientes (menos a farinha) no liquidificador e bata até que todas as folhinhas estejam trituradas. Transfira a mistura para uma tigela grande e adicione aos poucos a farinha peneirada até ficar homogêneo. Ela fica mole mesmo, não se assuste. Unte 2 fôrmas de bolo inglês e coloque a massa, lembrando que ele cresce bem!!! Deixe descansar até dobrar de volume (mais ou menos 30 minutinhos).

O toque final: pincele gema de ovo e polvilhe gergelim.

Asse em forno pré-aquecido por 40 minutos.

Receita aprovada no escritório, né amigos? Lucas... Dudu... Tem alguém aí?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Andei lendo...


“Passados dois meses de tantas histórias, comecei a pensar no sentido da solidão... solidão foi a única coisa que não senti depois de partir. Nunca. Em momento algum. Estava, sim atacado por uma voraz saudade. De tudo e de todos, de coisas e pessoas que há muito tempo não via. Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias. Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudade, mas nunca estará só”.


Amyr Klink
Trecho do livro “100 Dias entre Céu e Mar”

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Como o coentro quase estragou um jantar... OU ...Como uma boa conversa pode salvar um jantar!

Já desconfiava, mas agora confirmei: coentro é uma daquelas coisas que ou você AMA, ou você ODEIA.
E como toda regra tem uma exceção, se você for a exceção você só pode ser a Laurinha!

Convidamos um casal de amigos para um jantarzinho no minúsculo apê! São muito queridos os dois e até nos chamam de primos! Muito fofos!

Peixe comprado no Mercado Central, limpinho... Marido preparou a receita como manda o figurino, passou o papel alumínio e colocou na geladeira, para descansar até chegar a hora de assar!

A conversa começou pelos vinhos...
Enquanto petiscávamos tâmaras, damascos, queijos e amendoins, degustando o primeiro vinho, a conversa chegou no Chile, onde eles tinham passado a lua de mel e nós tínhamos conhecido em janeiro...

Conversa vai, conversa vem, e nossa convidada nos revela que não se deu muito bem com a culinária chilena e que até emagreceu durante a viagem... O motivo: lá ela fez duas descobertas simultâneas - a primeira de que detesta coentro e a segunda de que os chilenos amam coentro! Resultado: tudo que ela tentava comer era invadido pelo sabor do coentro!

*Lembrei da minha mãe, que grávida da caçula, na fase de enjôos, viajou a Salvador e até hoje tem pânico de coentro!

Enquanto isso... Pela minha cabecinha só passava a imagem do peixe dentro da geladeira recheado de ervas e entre elas, ele - o coentro! Marido lindo pensava a mesma coisa, numa pequena troca de olhares eu percebi!

E agora???? Tudo estaria perdido? Que pânico! ... Calma! Talvez ela nem perceba... Melhor não arriscar! Quando o marido achou que estava na hora, foi até a cozinha, tirou o peixe da geladeira e ligou o forno para pré-aquecer... Comunicando com os olhares, ele voltou para sala e eu fui até a cozinha. Fiz rapidamente uma pequena cirurgia no peixe! A sorte é que as ervas estavam grosseiramente picadas, uma vez que seriam retiradas na hora de servir. O coentro estava inclusive com os talinhos, de modo que foi só identificar as folhinhas que saíam inteiros os talos e eu consegui tirar todos! Ufa!

E olha que antes de escolhermos o prato principal nó tivemos o cuidado de ligar e saber o que eles não gostavam...

Mas, enfim, tirando este verdinho tão polêmico, o jantar foi um sucesso, super agradável!

A seguir as receitas e as fotos!

Petiscos:

Tâmaras com manteiga (receita já postada aqui)

Amendoim japonês (comprado no Mercado Central)
Damasco com cream cheese e pimenta (facílimo: abrir o damasco seco no meio, rechear com cream cheese e polvilhar com pimenta calabresa em flocos a gosto do freguês)


Queijos (um curado, Canastra do Serro; o outro, levado pelos nossos amigos, eu esqueci o nome, mas era bem firme e mais adocicado, delicioso, caiu super bem com os vinhos brancos)

Vinhos: Todos brancos, cairam bem tanto com os petiscos, como com o peixe. O Cono Sur foi o que mais gostamos e foi a primeira vez que experimentamos um Resling. Ele harmonizou muito bem com o peixe. O Los Cardos, na opnião de todos, foi o que deixou mais a desejar. O 120 também foi muito apreciado. Uvas diferentes, cada vinho com personalidade e características diferentes.

Cono Sur - Riesling 2006 (Chileno)

Los Cardos - Sauvignon Blanc 2006 Doña Paula (Argentino)

120 - Chardonnay 2007 Santa Rita (Chileno)


Jantar:

Salada de tomatinhos cereja (diretos do sítio, por isso pequenininhos, temperados apenas com sal) e rúcula

Arroz branco

Peixe no Sal Grosso (marido lindo assistiu esta receita num programa de TV durante a nossa lua de mel e depois pegou a receita no site - receita original aqui - as alterações foram basicamente nas ervas, para utilizarmos o que temos nos vasinhos! Por ironia, a única que compramos no mercado foi o coentro!)

Ingredientes
- 1 peixe inteiro (limpo e sem escamas)
- 1 kg de sal grosso
- água (para borrifar)
- 1 xícara (chá) de manjericão (usamos roxo e verde)
- 1 xícara (chá) de salsa
- ½ xícara (chá) de erva doce (não usamos)
- ½ xícara (chá) de manjerona (não usamos)
- 1 xícara (chá) de tomilho
- ½ xícara (chá) de coentro (vilão ou mocinho???)
- ½ xícara (chá) de orégano fresco (acrescentamos)
- ½ xícara (chá) de alecrim (acrescentamos)
- alguns talinhos de cebolinha (acrescentamos)
- 5 folhas de louro
- pimenta do reino
- suco de 01 limão
- azeite

Modo de Preparo
Forre uma assadeira com papel alumínio no fundo (deixe umas sobras dos lados) e por cima coloque o sal grosso (aproximadamente 1,5cm) e borrife um pouco de água. Coloque o peixe, limpo e sem escamas, e tempere com limão e pimenta e recheie com as ervas. Feche com o papel alumínio e asse por cerca de 30 minutos.


detalhe do borrifador de água 'criado' pelo marido! viva o alecrim!

Sobremesa:

Sorvete de Creme com Caraque (repeteco de sucesso garantido - a receita eu já postei aqui)

P.S.1: no mesmo esquema de sempre: ele fez o peixe e o arroz, eu piquei a salada, recheei as tâmaras e damascos e fiz a sobremesa, que na verdade já estava pronta, guardada no freezer! ;)

P.S.2: Sobrou peixe e, no dia seguinte, fiz um purê de batatas e esquentei o peixe no forno coberto com o coentro, para ele não se sentir rejeitado!

P.S.3: Segundo uma amiga que mora em Santiago, no Chile, lá eles usam muito "cilantro"... Segundo nosso amigo Google cilantro é coentro em inglês!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Depois de um dia de muito calor...

Ainda estava no escritório quando o marido lindo me chamou no MSN e perguntou se depois daquela sexta-feira tão quente e de uma semana tão cheia de trabalho, no caso dele colocar um espumante para gelar, eu arrumaria algo especial para comermos... -Lógico! respondi.

Tinha que ser algo fresco, que combinasse com o espumante e que eu encontrasse na geladeira ou no armário, já que estava trabalhando!

Logo me lembrei das tâmaras que eu havia comprado há umas duas semanas inspirada pela Fabrícia, do Sopa Vermelha.

Quando comprei as tâmaras, aproveitei a ida ao Mercado Central, e comprei também damascos, e castanhas do pará! Ainda tinha um belo pedaço de queijo canastra do serro bem curado, delicioso!

Pronto, já tinha tudo para acompanhar o espumante gelado!

Tâmaras com Manteiga
Abrir as tâmaras (eu comprei sem caroço) e preencher com manteiga sem sal. (Eu passei um pouquinho, bem pouquinho mesmo, de manteiga com sal, só para realçar o sabor, e completei com manteiga sem sal.)

Damasco com queijo e pimenta
Abrir os damascos e rechear com queijo cremoso e geléia de pimenta - essa eu li no Rainhas do Lar. Na falta do queijo cremoso e da geléia de pimenta eu improvisei com mussarela levemente aquecida e pimenta calabresa em flocos. Funcionou!

No fim, para 'encher a barriga', mini pizzas caseiras congeladas que a sogra tinha mandado!

Para adoçar...
Sorvete de creme com papaya e calda de cassis e vinho tinto
Há alguns dias um mamão estava quase estragando na fruteira... Para evitar de perdé-lo eu bati no liquidificador com umas quatro bolas de sorvete de creme e voltei ao freezer para esperar por dias mais quentes (só não imaginava qoe seria tão quente!).
Há alguns meses eu tinha feito uma receita de Pêras Helena (que acabei não postando até hoje...), para a qual preparei uma calda de vinho tinto, licor de cassis e açúcar, bem doce e que acabou sobrando um bocadinho... Sem saber o que fazer, guardei na geladeira...
Agora tinha chegado a hora de aproveitar tudo!
Bolas de sorvete, calda e mais um pouquinho de licor de cassis para finalizar!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Bastidores Dia Das Crianças

Quem leu o post do Dia Das Crianças deve ter sentido meu carinho para escolher cada ingrediente e cada torta e deve ter imaginado que os meninhos fofos se esbaldaram com as guloseimas, né?

Mera ilusão... Isto aqui não é um blog de Conto de Fadas, então querem saber a realidade?

Meninho fofo de quase 4 aninhos está naquela fase de viver única e exclusivamente de vento! Uma colherada da torta salgada e depois queria mesmo era tirar as amora do meio da gelatina:
-Creminho não, tia. Só 'amolinha'!

Afilhadinho fofo que não chegou aos dois aninhos, bem que tem apelido de saco sem fundo e não costuma recusar nada... só que estava meio 'dodói'...

Ainda bem que a irmã, o cunhado, a outra irmã - a caçulinha - (mesmo atrasada e no esquema vapt-vupt) e o marido lindo comeram com vontade e boca boa, porque se fosse depender dos menininhos fofos a gente tinha tortas até hoje! Hehehehe... Eu também comi, claro!


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Dia das Crianças sem presente não vale, né? Pelo menos uma lembrancinha tem que ter!

Dei aos menininhos fofos uma maletinha com giz de cera, lápis de cor, aquarela e canetinhas... Uma maletinha para os dois dividirem e eles não acharam ruim não! Fizeram a estréia do giz de cera lá mesmo (a aquarela a tia achou melhor convencê-los de usar outro dia, em outro lugar , bem longe do sofá novo!) e deixaram para trás estas lindas obras de arte:


Desenhos! Ou seria mais conveniente chamar de rabiscos encantadores? A tia e madrinha coruja acha que deveriam ser emoldurados e pendurados na parede da sala!

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E como nem tudo é perfeito, na hora de tirar a torta de pizza do forno, queimei meu braço e ganhei logo um vermelhão bem ardido!

Aproveitei para mostrar aos pequenos e ensinar que cozinha não é lugar de brincar e manter distância de forno e fogão é muito importante!

- Viram? A tia encostou o braço no forno e queimou, fez dodói, estava tão quente que fez 'thiii' (barulhinho de uma gota d'água caindo na trempe quente) e agora esta ardendo!...

Passados uns 10 minutinhos o menininho fofo pergunta:

-Tia, porque você queimou o braço no ferro? (Traumatizado o coitadinho que, meses atrás, ao ver o vapor saindo do ferro de passar colocou o polegar!)

-Não, querido, eu queimei no forno!

-Ah! Mas eu não escutei 'thiiiii' nenhum!